A narrativa conta com lapsos temporais, aonde o espectador é levado ao passado e ao futuro por meio de flash backs e outros artifícios teatrais. Uma coisa que chamou a atenção pela boa montagem e realização foram os jogos de luz e sombra, que criaram a ambiência exata de cada passagem. Outro artifício que causou um efeito quase mágico foi o usado na cena de abertura. Nela, dois dos irmãos se encontram frente a frente e a superfície em que se encontram gira constantemente. Nesse momento todo o palco está escuro, e há apenas uma luz fraca de frente à cada um dos personagens. Eles se movem lentamente até se encontrarem no meio to tablado, mas o espectador quase não percebe esse movimento, o que causa surpresa e estranhamento. Essa artimanha revela a cena aos poucos, o que permite a interpretação individual a quem assiste, pois hà também o elemento sensitivo.
A peça também foi boa pois me mostrou exemplos e referências de objetos eletrônicos e interativos. Os travesseiros com luzes azuis que piscavam, são um exemplo. O movimento dos personagens enquanto os seguravam formava padrões visuais bonitos e interessantes, que me serviram de inspiração para a criação da Intervenção em Catas Altas.
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