A obra
Ttéia é uma obra da última etapa da carreira de Lygia Pape e condensa uma série de questões levantadas na trajetória da artista que é uma das principais do século XX no Brasil.A instalação é resultado das experiências que Pape realizou com seus alunos de artes visuais, com fios esticados em meio à natureza. Posteriormente a obra passou a ser feita no espaço da cidade, sendo realizada como malhas lançadas entre prédios. No final da década de 2000, as Ttéias atingiram seu formato final, ao qual Pape dedicaria a maior parte do seu trabalho: grandes fios metalizados unindo elementos da arquitetura.
No Inhotim, os fios ligam o piso ao teto, e o pavilhão em que se encontra foi construído especialmente para a obra. É possivel identificar aspectos da arte neoconcreta, a qual Pape esteve na vanguarda. Os fios metálicos parecem materializar a luz, através do desdobramento de uma linguagem geométrica. O título da obra faz alusão a “teia”,
resultado do interesse da artista pelas perambulações da cidade, e à "teteia", palavra
coloquial usada para denominar pessoa ou coisa graciosa.
O pavilhão
A estrutura arquitetônica que abriga a obra foi projetada e construída por um escritório belo horizontino. A obra, que tem o formato de um cubo "retorcido", tem em si aspectos do neoconcretismo; Trata-se de um pavilhão com planta quadrada que é coberto por outro quadrado, de lado menor, girado e inserido dentro do maior. A primeira impressão é a de que o prédio nao pertence à paisagem verde e natural do local, como se o bloco de pedra tivesse sido incrustado lá. É quase que algo desajeitado, que quebra com a sensação orgânica transmitida pelo ambiente.

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| Croqui interno, Ttéia |
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| Croqui do pavilhão. |



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