Sunday, June 8, 2014
Saturday, June 7, 2014
Produzindo a intervenção.
A parte de produção da intervenção realizada em Catas Altas começou em sala de aula, com a formulação de uma rede de implicações do lugar, a partir das sensações do grupo. Ela nos permitiu visualizar claramente o que queríamos causar com o trabalho.
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Depois de várias ideias expostas por cada um do grupo, chegamos à conclusão de como deveria ser a intervenção ideal.
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Começamos então a detalhar os materias que seriam usados, e fizemos uma maquete da ponte para testar o que era proposto. Já com os materiais em mãos, fizemos alguns testes para ter certeza que o efeito produzido seria o que era esperado. Os testes mais importantes foram com a máquina de fumaça e com dois tipos de plástico sarja, de espessuras diferentes. No fim, acabamos decidindo usar o plástico mais fino, que mostrou produzir bem o efeito de difundir as luzes de led, além de ser o que cobriria a ponte da melhor maneira, por ser mais maleável.
A parte final da montagem foi feita em Catas Altas. Fizemos vários testes já na ponte para garantir o resultado final satisfatório. A maioria do material foi levado na sua forma bruta, para que fosse montado no local.
Testamos e montamos os materias durante 3 dias, e no terceiro dia à noite finalmente a intervenção estava pronta.
O passo a passo para a reprodução da intervenção foi feito em forma de uma caderno técnico; para acessar o PDF clique aqui.
Friday, June 6, 2014
Pesquisa: Interatividade
Fundamentalmente, interação
diz respeito à transmissão de informações
entre dois sistemas, por exemplo, entre duas
pessoas, entre duas máquinas, ou entre uma
pessoa e uma máquina. A chave, porém, é
que essa transmissão deverá ser de alguma
forma circular, caso contrário, ela será
somente "reativa".
(HAQUE, Usman: Arquitetura, Interação e Sistemas.)
Instalação audiovisual exibida na Royal Academy, Sensing Spaces:
Resenha: Teatro CCBB
No mês de abril esteve em cartaz no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil o espetáculo Irmãos de Sangue, teatro gestual que aborda a delicada relação entre irmãos, apresentando as diferenças que superam laços familiares e expondo a enorme diversidade de sentimentos desse complexo relacionamento.
A narrativa conta com lapsos temporais, aonde o espectador é levado ao passado e ao futuro por meio de flash backs e outros artifícios teatrais. Uma coisa que chamou a atenção pela boa montagem e realização foram os jogos de luz e sombra, que criaram a ambiência exata de cada passagem. Outro artifício que causou um efeito quase mágico foi o usado na cena de abertura. Nela, dois dos irmãos se encontram frente a frente e a superfície em que se encontram gira constantemente. Nesse momento todo o palco está escuro, e há apenas uma luz fraca de frente à cada um dos personagens. Eles se movem lentamente até se encontrarem no meio to tablado, mas o espectador quase não percebe esse movimento, o que causa surpresa e estranhamento. Essa artimanha revela a cena aos poucos, o que permite a interpretação individual a quem assiste, pois hà também o elemento sensitivo.
A peça também foi boa pois me mostrou exemplos e referências de objetos eletrônicos e interativos. Os travesseiros com luzes azuis que piscavam, são um exemplo. O movimento dos personagens enquanto os seguravam formava padrões visuais bonitos e interessantes, que me serviram de inspiração para a criação da Intervenção em Catas Altas.
Sunday, June 1, 2014
Inhotim
No dia 20 de março a turma fez uma visita ao Inhotim, museu de arte contemporânea situado em Brumadinho, a poucos kilometros de BH. A visita teve caráter acadêmico, uma vez que foi nos solicitado escolher um pavilhão e uma obra como objeto de estudo. A galeria Lygia Pape foi a escolhida pelo meu grupo, e a obra foi Ttèia, que aliàs é a única exposta no pavilhão, que foi construído especialmente para abriga-la.
A obra
Ttéia é uma obra da última etapa da carreira de Lygia Pape e condensa uma série de questões levantadas na trajetória da artista que é uma das principais do século XX no Brasil.A instalação é resultado das experiências que Pape realizou com seus alunos de artes visuais, com fios esticados em meio à natureza. Posteriormente a obra passou a ser feita no espaço da cidade, sendo realizada como malhas lançadas entre prédios. No final da década de 2000, as Ttéias atingiram seu formato final, ao qual Pape dedicaria a maior parte do seu trabalho: grandes fios metalizados unindo elementos da arquitetura.
No Inhotim, os fios ligam o piso ao teto, e o pavilhão em que se encontra foi construído especialmente para a obra. É possivel identificar aspectos da arte neoconcreta, a qual Pape esteve na vanguarda. Os fios metálicos parecem materializar a luz, através do desdobramento de uma linguagem geométrica. O título da obra faz alusão a “teia”,
resultado do interesse da artista pelas perambulações da cidade, e à "teteia", palavra
coloquial usada para denominar pessoa ou coisa graciosa.
O pavilhão
A estrutura arquitetônica que abriga a obra foi projetada e construída por um escritório belo horizontino. A obra, que tem o formato de um cubo "retorcido", tem em si aspectos do neoconcretismo; Trata-se de um pavilhão com planta quadrada que é coberto por outro quadrado, de lado menor, girado e inserido dentro do maior. A primeira impressão é a de que o prédio nao pertence à paisagem verde e natural do local, como se o bloco de pedra tivesse sido incrustado lá. É quase que algo desajeitado, que quebra com a sensação orgânica transmitida pelo ambiente.

A obra
Ttéia é uma obra da última etapa da carreira de Lygia Pape e condensa uma série de questões levantadas na trajetória da artista que é uma das principais do século XX no Brasil.A instalação é resultado das experiências que Pape realizou com seus alunos de artes visuais, com fios esticados em meio à natureza. Posteriormente a obra passou a ser feita no espaço da cidade, sendo realizada como malhas lançadas entre prédios. No final da década de 2000, as Ttéias atingiram seu formato final, ao qual Pape dedicaria a maior parte do seu trabalho: grandes fios metalizados unindo elementos da arquitetura.
No Inhotim, os fios ligam o piso ao teto, e o pavilhão em que se encontra foi construído especialmente para a obra. É possivel identificar aspectos da arte neoconcreta, a qual Pape esteve na vanguarda. Os fios metálicos parecem materializar a luz, através do desdobramento de uma linguagem geométrica. O título da obra faz alusão a “teia”,
resultado do interesse da artista pelas perambulações da cidade, e à "teteia", palavra
coloquial usada para denominar pessoa ou coisa graciosa.
O pavilhão
A estrutura arquitetônica que abriga a obra foi projetada e construída por um escritório belo horizontino. A obra, que tem o formato de um cubo "retorcido", tem em si aspectos do neoconcretismo; Trata-se de um pavilhão com planta quadrada que é coberto por outro quadrado, de lado menor, girado e inserido dentro do maior. A primeira impressão é a de que o prédio nao pertence à paisagem verde e natural do local, como se o bloco de pedra tivesse sido incrustado lá. É quase que algo desajeitado, que quebra com a sensação orgânica transmitida pelo ambiente.

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| Croqui interno, Ttéia |
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| Croqui do pavilhão. |
Monday, May 26, 2014
Performance
Na segunda metade do século XX surge nos Estados Unidos o gênero artístico chamado Performance Art. Sua origem está ligada à movimentos de vanguarda como o dadaísmo, futurismo e à Escola Bauhaus. A performance geralmente nao envolve a participação do espectador e combina elementos do teatro, das artes visuais e da música. As relações entre arte e vida cotidiana, assim como o rompimento das barreiras entre arte e não-arte constituem preocupações centrais para a performance.
O objetivo da performance realizada em Catas Altas era introjetar as características físicas e não físicas do lugar escolhido. Tendo isso em mente, deveríamos performar algo que nao pudesse ser feito em um outro espaço qualquer. Assim, deveríamos explorar o lugar ao máximo, e ressaltar seus aspectos usando o corpo.
Vídeo da performance realizada pelo meu grupo na Ponte Vermelha:
https://www.youtube.com/watch?v=Q05H2_LIrAk
Sunday, May 25, 2014
Thursday, May 15, 2014
Oficina de Croquis
Croquis produzidos na Oficina realizada em Catas Altas. Fomos introduzidos ao desenho de ebservação e à desenhar sob pressão, com tempo pré-determinado para cada desenho.
1 minuto e meio, com contexto.
1 minuto, sem tirar o lápis do papel.
5 minutos, com contexto. Soltando o traço.
10 segundos. Soltando o traço.
Wednesday, March 26, 2014
Caderno de Croquis
Foi pedido em aula que fizessemos nosso próprio caderno de croquis, com tamanhos e tipos de papéis variados. O objetivo é descobrirmos qual ou quais tipos de papel mais nos agrada para desenhar, assim como experimentar durezas de lápis diferentes.
Materiais usados:
Papéis: madeira, vergê, linho, reciclato, casca de ovo, canson (gramaturas 140 e 224)
Papel paraná, para as capas, e também por ser um suporte rígido.
Saturday, March 15, 2014
Formas de Apropriação do Espaço
FLANEUR
Primeiro, um pouco sobre o criador do termo flaneur, Charles Baudelaire: foi um poeta boémio e teórico da arte francesa. É considerado um dos precursores do Simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX. O flâneur é alguém que perambula pela cidade sem propósito aparente, numa busca velada de aventura.O flâneur observa o mundo que o cerca de maneira real e descritiva, levando a vida para cada lugar que vê. Ele as cidades, as ruas, os becos, o externo. Desvincula-se do particular, recrimina o privado, de forma a ver a rua como lar, refúgio e abrigo. Este sentimento flaneuriano reflete a necessidade de segurança do indivíduo, a necessidade de identificação dele para com a sociedade. A rua é seu lar, seu mundo. Ali nada é estranho ou prejudicial. Na rua se sente confortável e protegido.
DERIVA URBANA
A deriva é um procedimento de estudo psicogeográfico, ou seja, estuda as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa ou grupo que se lança à deriva, deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. Durante ou após o percurso o mapa do caminho percorrido é traçado, e este deve conter anotações que irão indicar quais as motivações que levaram o individuo a seguir por determinada rua, e não à outra. É pensar, por exemplo, por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra. Apesar de serem inúmeros os procedimentos de deriva, ela tem um fim único, transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade, por meio da constução de um espaço onde todos serão agentes construtores e a cidade será um total. Resumindo, a deriva seria a apropriação do espaço urbano pelo pedestre, através da ação de andar sem rumo.
PARKOUR
O parkour, termo francês que em português significa percurso, é uma atividade praticada no espaço urbano. Consiste em deslocar-se o mais rapido e eficientemente possível de um ponto a outro, usando o corpo para superar obstáculos. Induz seu praticante a olhar de forma diferente o espaço, tomando a cidade e seus componentes como obstáculos a serem superados. Difícil de caracterizar, o Parkour pode ser considerado tanto como prática esportiva quanto como ato artístico. Dá novo uso aos elementos e caracteristicas construidos na cidade, ou seja, há uma reapropriação do espaço urbano e esse fenômeno pode ser visto como uma manifestação cultural que relaciona o homem, seu corpo e o seu espaço.
FLASH MOB
O termo Flash Mob é uma abreviação da expressão em inglês Flash Mobilization, em português, mobilização rápida. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para a realização de uma ação inusitada previamente organizada. Geralmente a ação é organizada pela internet, através das redes sociais. No Brasil, a onda de Flash Mob começou em São Paulo e não demorou muito até que ela se espalhasse pelo resto do país. A intenção por trás dos flash mobs é despertar a curiosidade e o estranhamento das pessoas que estão no lugar escolhido para a performance, lançando um olhar diferente para o modo como o espaço é utilizado. Flash Mobs de grande impacto acontecem em lugares mais movimentados, como metrôs, praças e prais lotadas.
ROLEZINHO
Rolezinho é o termo como ficaram conhecidos os recentes encontros marcados por adolescentes através de midias sociais. De início a idéia era somente ter um momento de lazer entre os jovens, mas a localização dos encontros, os shopping centers, fez com que os eventos tomassem proporções maiores. Os shoppings são locais que estão entre o público e o privado, assim, os comerciantes do local se incomodaram com a presença do grande número de jovens, alegando que estes estavam promovendo confusão e alarde, e estavam dispersando os clientes. Vale ressaltar que muitos dos participantes dos rolezinhos são de classes sociais inferiores. A reclamação dos lojistas era de que os jovens estavam usando o espaço do shopping de forma abusiva, porém, em alguns casos houve abuso de autoridade e comportamento segregativo. A questão virou assunto de debate em todo o país, pois ha aqueles que defendem o lado dos lojistas e outros que colocam em pauta o conceito de liberdade de ir e vir para validar os rolezinhos como forma de apropriação do espaço.
Friday, February 28, 2014
Primeiros Croquis
Produção dos primeiros croquis do interior e exterior da Escola de Arquitetura da UFMG.
Corredor do primeiro andar da EA. Papel casca de ovo.
Escola de Arquitetura. Papel Vegetal.
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