Saturday, June 7, 2014

Produzindo a intervenção.

A parte de produção da intervenção realizada em Catas Altas começou em sala de aula, com a formulação de uma rede de implicações do lugar, a partir das sensações do grupo. Ela nos permitiu visualizar claramente o que queríamos causar com o trabalho. 



Depois de várias ideias expostas por cada um do grupo, chegamos à conclusão de como deveria ser a intervenção ideal.
Começamos então a detalhar os materias que seriam usados, e fizemos uma maquete da ponte para testar o que era proposto. Já com os materiais em mãos, fizemos alguns testes para ter certeza que o efeito produzido seria o que era esperado. Os testes mais importantes foram com a máquina de fumaça e com dois tipos de plástico sarja, de espessuras diferentes. No fim, acabamos decidindo usar o plástico mais fino, que mostrou produzir bem o efeito de difundir as luzes de led, além de ser o que cobriria a ponte da melhor maneira, por ser mais maleável. 




A parte final da montagem foi feita em Catas Altas. Fizemos vários testes já na ponte para garantir o resultado final satisfatório. A maioria do material foi levado na sua forma bruta, para que fosse montado no local. 












Testamos e montamos os materias durante 3 dias, e no terceiro dia à noite finalmente a intervenção estava pronta. 






O passo a passo para a reprodução da intervenção foi feito em forma de uma caderno técnico; para acessar o PDF clique aqui.




Friday, June 6, 2014

Portfólio



https://www.behance.net/julialaender














SketchUp sensitivo do grupo.



https://www.youtube.com/watch?v=zbwCmWyrAa4




Pesquisa: Interatividade

Fundamentalmente, interação
diz respeito à transmissão de informações
entre dois sistemas, por exemplo, entre duas
pessoas, entre duas máquinas, ou entre uma
pessoa e uma máquina. A chave, porém, é
que essa transmissão deverá ser de alguma
forma circular, caso contrário, ela será
somente "reativa". 
(HAQUE, Usman: Arquitetura, Interação e Sistemas.)


Instalação audiovisual exibida na Royal Academy, Sensing Spaces:


Resenha: Teatro CCBB

No mês de abril esteve em cartaz no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil o espetáculo Irmãos de Sangue, teatro gestual que aborda a delicada relação entre irmãos, apresentando as diferenças que superam laços familiares e expondo a enorme diversidade de sentimentos desse complexo relacionamento.

A narrativa conta com lapsos temporais, aonde o espectador é levado ao passado e ao futuro por meio de flash backs e outros artifícios teatrais. Uma coisa que chamou a atenção pela boa montagem e realização foram os jogos de luz e sombra, que criaram a ambiência exata de cada passagem. Outro artifício que causou um efeito quase mágico foi o usado na cena de abertura. Nela, dois dos irmãos se encontram frente a frente e a superfície em que se encontram gira constantemente. Nesse momento todo o palco está escuro, e há apenas uma luz fraca de frente à cada um dos personagens. Eles se movem lentamente até se encontrarem no meio to tablado, mas o espectador quase não percebe esse movimento, o que causa surpresa e estranhamento. Essa artimanha revela a cena aos poucos, o que permite a interpretação individual a quem assiste, pois hà também o elemento sensitivo.

A peça também foi boa pois me mostrou exemplos e referências de objetos eletrônicos e interativos. Os travesseiros com luzes azuis que piscavam, são um exemplo. O movimento dos personagens enquanto os seguravam formava padrões visuais bonitos e interessantes, que me serviram de inspiração para a criação da Intervenção em Catas Altas.



Sunday, June 1, 2014

Inhotim

No dia 20 de março a turma fez uma visita ao Inhotim, museu de arte contemporânea situado em Brumadinho, a poucos kilometros de BH. A visita teve caráter acadêmico, uma vez que foi nos solicitado escolher um pavilhão e uma obra como objeto de estudo. A galeria Lygia Pape foi a escolhida pelo meu grupo, e a obra foi Ttèia, que aliàs é a única exposta no pavilhão, que foi construído especialmente para abriga-la. 


A obra

Ttéia é uma obra da última etapa da carreira de Lygia Pape e condensa uma série de questões levantadas na trajetória da artista que é uma das principais do século XX no Brasil.A instalação é resultado das experiências que Pape realizou com seus alunos de artes visuais, com fios esticados em meio à natureza. Posteriormente a obra passou a ser feita no espaço da cidade, sendo realizada como malhas lançadas entre prédios. No final da década de 2000, as Ttéias atingiram seu formato final, ao qual Pape dedicaria a maior parte do seu trabalho: grandes fios metalizados unindo elementos da arquitetura.

No Inhotim, os fios ligam o piso ao teto, e o pavilhão em que se encontra foi construído especialmente para a obra. É possivel identificar aspectos da arte neoconcreta, a qual Pape esteve na vanguarda. Os fios metálicos parecem materializar a luz, através do desdobramento de uma linguagem geométrica. O título da obra faz alusão a “teia”,
resultado do interesse da artista pelas perambulações da cidade, e à "teteia", palavra
coloquial usada para denominar pessoa ou coisa graciosa.


O pavilhão


A estrutura arquitetônica que abriga a obra foi projetada e construída por um escritório belo horizontino. A obra, que tem o formato de um cubo "retorcido", tem em si aspectos do neoconcretismo; Trata-se de um pavilhão com planta quadrada que é coberto por outro quadrado, de lado menor, girado e inserido dentro do maior. A primeira impressão é a de que o prédio nao pertence à paisagem verde e natural do local, como se o bloco de pedra tivesse sido incrustado lá. É quase que algo desajeitado, que quebra com a sensação orgânica transmitida pelo ambiente.





Croqui interno, Ttéia


Croqui do pavilhão.












Obras da Escola de Arquitetura: Croquis

Croquis das obras de Aleijadinho do museu da Escola.